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Refúgio

"Azeitão adoptou-me e eu adoptei Azeitão. (…) Chamo a isto aqui, à casa, à quinta, o meu casulo. É aqui que me fecho, que faço o que me apetece, que cozinho os petiscos de que gosto, que convivo com os amigos, poucos, mas bons, que passeio, toco piano, oiço música, leio jornais, nado, vejo televisão, enfim, amo esta casa que é produto da minha teimosia, da minha ambição e de que sou arquitecto."

Herman in Se7e, 25 de Setembro de 1985, «Herman José: futuro passa por Deus, a política e um filho», por Maria João Duarte


"Na casa de Azeitão, o arquitecto foi a natureza, a piscina alinhada pelas oliveiras. (...) Só em 88 é que ficou pronta, e tive 6 anos de vida a arranjar o terreno, tratar das infiltrações, tapar com cimento, sem arquitecto, sem nada, sem dinheiro. Uns senhores de Azeitão é que me punham umas pedras no sítio. Foi uma coisa tão dolorosa que não sinto Azeitão como uma casa, mas como uma continuação da pele. Não é luxuosa, é, porventura, a menos valiosa das minhas casas."

Herman in Expresso, 13 de Junho de 1997, «Pobre Menino Rico», por Clara Ferreira Alves