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Crime na Pensão Estrelinha

Mil novecentos e noventa estava praticamente no fim. Com 91 à porta era preciso preparar um programa de final-de-ano para a RTP. Herman era a receita do sucesso. Aproveitando as rábulas que já fazia na rádio, Herman fez uma selecção das melhores e transformou-as num programa televisivo para a passagem de ano. Uma história policial, uma vítima de assassínio, vários suspeitos com boas razões para matar e um detective distraído, muito pouco perspicaz, até mesmo perante as evidências. O público gostou, a RTP também e Herman ainda mais. O único defeito apontado foi o facto de ser uma história contínua, em torno da Pensão Estrelinha, pouco própria para a noite de final de ano, em que as pessoas não se prendem à televisão do princípio ao fim. Era um crime, mas enfim...