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O Tal Canal

Nada melhor quando se trabalha na televisão do que parodiar a própria televisão. E foi o que Herman fez. Um programa onde se mostrava o lado oculto de uma estação televisiva, com os tiques, as rotinas, as confusões, os deslizes. O Tal Canal foi também o forno para o primeiro rol de personagens, desde a criança endiabrada, o Nélito, à costureira Jaquiná, passando pela criada mais desgraçada deste mundo, Marilú, até ao comentador desportivo com sotaque do Norte, que falava "prá cambada..."

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Estávamos em 1983 e O Tal Canal era considerado pela Imprensa como o melhor programa de humor alguma vez feito em Portugal. Uma vez mais, Herman conseguia prender os espectadores ao écran, agora nas noites de Sábado. Durante 12 semanas, tornou-se mais que obrigatório assistir ao Tal Canal.

A RTP vibrava com o sucesso do seu artista. O próprio Presidente da Estação, Palma Ferreira, aquele da proibição do filme Pato com Laranja, não poupava elogios a Herman e ao programa. Nessa altura surgiam muitos convites para almoços e jantares. Simples agradecimentos?