CIBEREXISTÊNCIA


Telepresença, televirtualidade e outras formas de "ciberexistência" caracterizam-se por uma crescente e subtil dissociação do corpo e da acção. Onde é que está um telecirurgião? Está onde está o seu corpo, ou onde está a efectuar a operação? A clonagem e a telesimulação diluem as fronteiras entre corpos reais e virtuais. Reciprocamente, a "computação ubíqua" está a roubar a intimidade dos nossos corpos, a inervá-los e estimulá-los, e hibridizá-los com as redes de informação.

Através de viagens tridimensionais, a possibilidade de navegarmos para onde quisermos tornou-se numa realidade. Não só visitamos locais que existem de facto, mas aventuramo-nos por situações e cenários, criações do nosso imaginário colectivo já desde tempos ancestrais.