À medida que nos aproximamos do início do novo Milénio, aumenta a nossa preocupação em relação ao que o futuro nos reserva e às próximas gerações.

A velocidade a que a tecnologia progride e se expande no nosso espaço social é um dos principais problemas que se colocam, estabelecendo um novo espaço de descoberta: a Fronteira Electrónica. A actualidade dos media e aquilo em que se poderão vir a tornar são louvados e bem recebidos por alguns, ainda que condenados e rejeitados por outros.

As pessoas temem que as novas formas de tecnologia passem a controlar as suas vidas e possam modificá-las de um modo que desconhecem. Temem que esse novo espaço de informação que é a internet as faça emergir em realidades que transcendem a vivência a que foram habituadas.

Essencialmente, a vida baseia-se na experiência. Desenvolvemo-nos como indivíduos através desta. Confrontamo-nos com a experiência real em cada novo dia, no sentido em que observamos ou somos parte integrante dos eventos reais. O desenvolvimento da tecnologia nas nossas casas, escolas e locais de trabalho providencia-nos um maior leque de experiências. Tudo isto porque os media nos levaram ao encontro da experiência virtual, não só como observadores mas também como participantes activos de acontecimentos simulados, integrando-nos numa verdadeira "Comunidade Virtual", criando novas concepções do mundo, enquanto uma enorme aldeia global, como McLuhan a imaginou.

A questão que se põe é até que ponto estas duas formas de experiência são válidas e quais os seus efeitos.


Cristiana Resina Pereira de Sousa | Bibliografia

Ciências da Comunicação