INTERACTIVIDADE
Podemos considerar que a interactividade foi "descoberta" no MIT Media Lab. Stewart Brand avança com uma definição que atribui a Andy Lippman.
A definição: "Uma actividade mútua e simultânea, por parte de ambos os participantes, em geral trabalhando com o mesmo objectivo, ainda que não necessariamente".
A definição refere-se à interacção com um sistema computorizado. Mas a essência dos princípios diz respeito à interacção com o conteúdo ou com outros na internet. Se a internet serve para educar a comunidade virtual, esta espécie de raciocínio necessita de ser incorporada no desígnio de qualquer legislação que pretenda controlá-la.
Poderíamos mesmo dizer que a possibilidade de verdadeira interactividade é uma das condições sine qua non para a sociedade aberta. Portanto, a comunicação na internet precisa não só de ser aberta, mas também verdadeiramente interactiva no sentido mais amplo, para alimentar a comunidade visual. Pressões de vistas estreitas, quer comerciais, quer políticas, poderão não ver nesta a situação ideal e poderão mesmo ser tentados a fechar a abertura que tal implica.
Os mais largos objectivos dos protocolos sociais e políticos da internet favoráveis à comunidade virtual seriam os de permitirem a mais vasta expressão do potencial e criatividade humanos. Se a sociedade, em sentido lato, é ou não capaz de responder a este repto, é sem dúvida a maior incerteza que se põe ao futuro da comunidade virtual.