O B-LEARNING NUM CONTEXTO DE APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA

RESUMO

Nas últimas décadas a aprendizagem ao longo da vida adquiriu particular destaque face à necessidade de aquisição e/ou atualização de competências motivada, por um lado, pelos problemas que a Europa enfrenta entre os quais o desemprego, a falta de mão-de-obra qualificada, envelhecimento da população, por outro, e a um nível global, a generalização da utilização de tecnologias de informação e comunicação digitais que evidenciou a falta de competências neste domínio.

Acresce, ainda, a este contexto o facto de se assistir a uma mudança de paradigma no ensino–aprendizagem, em que os alunos caraterizados por serem digital learners ocupam um papel central, reclamando uma maior autonomia pelas suas aprendizagens.

Tendo presente este panorama, que transforma a formação e o desenvolvimento/atualização de competências dos professores numa necessidade premente, foram realizados cursos de formação, na modalidade blended learning no âmbito da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia que tiveram como objetivos, por um lado, a aquisição/aprofundamento de conhecimentos sobre as temáticas europeias, por outro, a utilização das ferramentas Web 2.0 no intuito de estimular os professores a utilizá-las nas suas práticas pedagógicas.

A presente investigação teve como principal objeto de estudo os cursos de formação acima referidos e como finalidade justificar a sua continuidade junto da Comissão Europeia, tendo por base opiniões dos professores que participaram nos cursos. Para o estudo elaborámos um questionário no qual participaram 121 professores. Os principais resultados obtidos, evidenciaram que os cursos se traduziram em mais-valias para os docentes, entre as quais foram identificadas: atualização/aprofundamento de conhecimentos sobre a União Europeia; a utilização de novas ferramentas de aprendizagem e de ensino, com particular destaque para as ferramentas Web 2.0; aprendizagem/partilha entre pares; a modalidade da formação em b-Learning, relevando a poupança de custos, flexibilidade temporal, conciliação entre a vida pessoal e profissional, autonomia do formando e a aprendizagem ao longo da vida.

Os dados obtidos levam-nos a defender a continuidade dos cursos numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida, que entendemos como crucial na profissão docente.

PALAVRAS-CHAVE: Aprendizagem ao longo da vida, e-Learning, b-Learning, Web 2.0, Formação de professores, União Europeia.