BALANÇO SOCIAL / 1996

INDICADORES DE EVOLUÇÃO 1991/1996 - SÍNTESE DE APURAMENTOS

Ao longo do período 1991-96*, o número de respostas ao Balanço Social situou-se à volta das 2000 empresas que, a 31 de Dezembro, tinham ao seu serviço cerca de 800.000 pessoas.

Como se pode observar no quadro-síntese apresentado no fim deste texto, o peso dos trabalhadores efectivos mantém-se em cerca de 80%, tendo o peso de quadros superiores e médios no total do emprego vindo a aumentar ligeiramente desde 1991. A mesma evolução positiva se regista em relação tanto ao número de pessoas que terminaram o ensino de escolaridade obrigatória, como ao número de licenciados ao serviço nestas empresas.

O potencial máximo anual e o número de horas efectivamente trabalhadas, por trabalhador, apresentam ao longo destes seis anos, um decréscimo acentuado (2010.6 e 1859.3 horas em 1991, e 1879.0 e 1762.6 horas, em 96), mantendo-se a "doença não profissional" como a principal causa das horas de ausência ao trabalho.

Embora em termos absolutos, o ganho médio anual, por trabalhador, aumente ao longo deste período (de 1548.0 contos em 91 para 2292.6 contos, em 96), verifica-se que o valor da sua taxa de crescimento tem vindo a decrescer de ano para ano, o mesmo acontecendo naturalmente com a daquela que constitui a sua principal parcela, o salário base.

O número total de acidentes tem diminuido consideravelmente de ano para ano (a taxa de incidência dos acidentes de trabalho, por cada mil trabalhadores, decresce de 136.8, em 1991 para 93.8 em 96), tendo no entanto aumentado o número médio de dias de trabalho perdidos por acidente com baixa, aqueles que mais ocorrem.

As acções de Formação Profissional sofreram, desde 1991, um aumento de 100.000 participantes (e deve atentar-se no facto de entre 1991 e 96, o nível da resposta ter diminuído em cerca de 200 empresas), enquanto a duração e o custo médio das acções têm variado em sentido inverso.

Os complementos de pensões de velhice, invalidez e sobrevivência continuam a absorver a grande maioria dos encargos com a Protecção social complementar, quer se trate de fundos geridos pela própria empresa ou não.

  1991 1992 1993 1994 1995 1996
1. Número de total de empresas 2262 2206 2035 1998 2002 2087
2. Número de de pessoas ao serviço a 31 854658 825876 762445 743825 750397 757290
3. Percentagem de trabalhadores efectivos no total emprego 82.1 80.0 84.1 83.2 82.2 80.2
4. Peso dos quadros superiores e médios no total do emprego (%) 9.0 9.3 9.7 10.0 10.0 10.4
5. Percentagem de pessoas ao serviço com o nível escolaridade obrigatória (9º ano) 15.8 16.4 16.8 16.5 17.4 17.9
6. Potencial Máximo Anual, por trabalhador (horas) 2010.6 1913.6 1896.1 1887.7 1873.3 1879.0
7. Número médio de horas efectivamente por trabalhador 1859.3 1763.8 1754.5 1762.1 1743.7 1762.6
8. Ganho médio anual (contos) 1548.0 1776.4 1930.6 2065.8 2214.0 2292.6
9. Número total de acidentes de trabalho 106.769 104.642 81.801 69.865 68.59 65.848
10. Número médio de dias perdidos, durante o ano, por acidente de trabalho 21.8 22.7 22.6 23.3 22.4 25.4
11. Número de participantes em Acções de Formação Profissional 226.237 262.428 291.002 294.451 328.996 376.104
12. Custo médio, por participante, das acções de Formação Profissional (contos) 120.6 116.7 101.8 86.6 113.2 82.2

Publicações saídas:

Balanço Social - 1991 - 1995
1500$00
Balanço Social 1996
1500$00

 
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