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Procura de Emprego
Tendências do Mercado de Trabalho


Procura de Emprego

 

Ao terminares os estudos coloca-se-te um novo desafio: obter um emprego. Este desafio acentua-se pelo facto de actualmente se observarem algumas dificuldades de inserção no mercado de trabalho. Por isso, é indispensável enveredares por uma procura activa de emprego, isto é, procurares emprego de forma persistente e organizada. Trata-se de uma tarefa que requer tempo, energia, vontade e persistência e que pode ser facilitada mediante a realização de experiências profissionais ao longo do teu percurso escolar.

Ao procurares emprego, deves começar por conhecer o melhor possível as tuas competências, gostos e interesses, de forma a poderes traçar o teu perfil profissional. Em seguida informa-te sobre o mercado de trabalho: está atento aos anúncios de emprego publicitados nos jornais, na rádio, na televisão e na Internet e selecciona os que te interessarem, consulta e selecciona as ofertas disponíveis no(s) centro(s) de emprego, nas agências de colocação e nas empresas de trabalho temporário, contacta familiares, amigos e conhecidos para obter informações sobre outras oportunidades de emprego. Ao fazeres a selecção das ofertas de emprego deves considerar sempre o teu perfil profissional, comparando-o com os requisitos exigidos, para que as hipóteses de concretizares o teu objectivo sejam maiores. Uma vez feita a selecção sê breve na resposta ao anúncio.

Em princípio, a forma de resposta está definida nos anúncios. No entanto, a mais habitual é a apresentação de carta de candidatura e de currículo (curriculum vitae). A carta de candidatura (vd. exemplo em anexo), para além do nome, morada e telefone, deve conter os dados solicitados no anúncio e que, em geral, são os seguintes:

· referência à fonte do anúncio (nome do jornal, data da publicação, eventualmente o número de referência do anúncio);

· posto de trabalho a que te candidatas;

· razões pelas quais te candidatas.

O estilo deve ser pessoal, directo e incisivo. A carta deve ser manuscrita e com frases curtas. Conclui a carta manifestando a tua disponibilidade para, em entrevista, esclareceres mais pormenorizadamente as tuas competências. Por fim, apresenta cumprimentos, data e assina.

O currículo é um resumo (2/3 páginas) dos teus dados pessoais, da tua formação, experiência profissional e, por vezes, das tuas actividades não profissionais. Provocar o interesse do empregador e conseguir uma entrevista são os principais objectivos do teu currículo. Por isso, um currículo bem elaborado pode ser um factor preferencial. Não existe uma fórmula-tipo para organizares o currículo, mas sim várias hipóteses das quais deves escolher aquela que te pareça mais vantajosa. Assim, podes optar, por exemplo, por um currículo cronológico (vd. exemplo em anexo), descrevendo as funções ao longo do tempo, ou por um currículo funcional (vd. exemplo em anexo), agrupando-as de acordo com as semelhanças entre elas. De qualquer forma, é aconselhável que o elabores de acordo com os seguintes pontos:

· identificação: nome, morada, telefone, data de nascimento, estado civil, número do bilhete de identidade, carta de condução e situação militar;

· habilitações escolares: nível de escolaridade que possuis, data em que terminaste a escolaridade e média que obtiveste;

· formação profissional: menciona os diplomas ou certificados profissionais adquiridos em centros de formação profissional ou em empresas;

· outros conhecimentos: línguas faladas e escritas, informática e quaisquer outros que julgues relevantes para o desempenho das funções a que te candidatas;

· experiência profissional: descreve, de forma rigorosa e resumida, as tuas experiências de trabalho, as funções desempenhadas, o respectivo grau de responsabilidade, as empresas onde trabalhaste e o tempo durante o qual exerceste essas actividades. No caso de nunca teres tido um emprego poderás referir experiências de trabalho que tenhas desenvolvido voluntariamente, a tempo completo ou parcial, incluindo actividades de tempos livres;

· actividades extra-profissionais: salienta as actividades associativas, culturais, desportivas ou outras em que tenhas participado.

Para além de responderes a anúncios, deverás apresentar candidaturas espontâneas, já que muitos dos postos de trabalho disponíveis não são anunciados. Assim, podes seleccionar as entidades empregadoras que têm a tua preferência e enviar-lhes uma carta de candidatura espontânea, acompanhada de currículo. É natural que muitas das cartas de candidatura espontânea que envies não obtenham resposta, mas nem por isso deves desistir, pois só continuando conseguirás aumentar as probabilidades de obtenção de entrevistas. Os empregadores querem pessoas motivadas que saibam o que querem fazer e que desejem integrar-se numa empresa por razões bem definidas. Neste sentido, informa-te o mais possível sobre as entidades empregadoras a que te candidatas (dimensão, actividade principal, postos de trabalho existentes, etc.), através, por exemplo, de cartazes e anúncios publicitários, associações sindicais e empresariais e trabalhadores das próprias organizações. Ao redigires a carta de candidatura espontânea é importante enfatizares o motivo que te leva a contactar a organização e a candidatares-te a um posto de trabalho, bem como a utilidade da tua formação e experiência. O objectivo é convenceres o entrevistador a conceder-te uma entrevista, pelo que convém que ao longo da carta despertes nele o interesse em conhecer-te melhor.

Ainda no âmbito da apresentação de candidaturas espontâneas podes elaborar o teu anúncio de emprego e publicitá-lo em revistas ou jornais, designadamente nos especializados em áreas que te interessem. É possível, também, colocares o teu currículo na Internet, ficando então acessível aos utilizadores durante 24 horas por dia. Porém, qualquer destas soluções comporta custos que deves ter em conta.

No caso do teu currículo captar o interesse da organização, poderás ser convocado para prestação de provas. Destas destacam-se os testes de conhecimentos ou capacidade (avaliam os conhecimentos e as habilidades que possuis), os testes psicométricos (permitem analisar as tuas aptidões para determinadas tarefas e prognosticar o teu futuro na profissão) e os testes de personalidade (visam analisar o teu carácter e temperamento). Este tipo de provas pode ter a forma escrita, oral ou de realização de uma dada tarefa. Existe, ainda, a hipótese de te serem aplicadas técnicas de simulação, que consistem na representação dramática de uma cena relacionada com a profissão (método utilizado, sobretudo, para profissões da área comercial).

Depois de realizados os testes segue-se a entrevista com a qual, em princípio, termina o processo de procura de emprego. A entrevista consiste num diálogo com um representante da organização. É o momento decisivo do processo de procura de emprego, pelo que é a ocasião em que te deves assumir como o candidato ideal para o posto de trabalho. É fundamental que te prepares cuidadosamente:

· obtém o máximo de informações sobre a organização (ramo de actividade, dimensão, tipo de produtos ou serviços que prestam, funcionamento, tipo de qualificações existentes, etc.);

· relê o currículo e prepara-te para aprofundares, sobretudo, os itens relacionados com a formação e a experiência profissional;

· prepara a documentação que achares conveniente para apresentar na entrevista (diplomas ou certificados de cursos, estágios efectuados, trabalhos realizados, cartas de recomendação, etc.);

· apresenta-te de forma cuidada, sê pontual, simpático e mostra-te confiante, pois quanto mais positiva for a primeira opinião, mais hipóteses terás de ser escolhido.

Durante a entrevista são recomendáveis certos comportamentos como, por exemplo, mostrar atenção e interesse, responder com determinação às questões, pedir esclarecimentos sempre que uma questão não pareça clara e ser prudente e algo reservado no caso de se abordarem aspectos da vida pessoal. Por outro lado, há alguns comportamentos a evitar como, por exemplo, cortar a palavra ao entrevistador, mendigar trabalho, mostrar arrogância e auto-elogiares-te.

Deves estar preparado para responder a questões relacionadas com a tua formação e experiência profissional, a tua situação de desempregado, as iniciativas que desenvolveste para resolver essa situação, as razões pelas quais pretendes trabalhar na organização, o que sabes acerca desta e o que a tua experiência pode trazer de positivo. Também tu deves fazer perguntas, de forma a demonstrares vontade de aprender, desejo de progredir e empenho naquilo que fazes. Podes questionar acerca das funções a desempenhar, grau de autonomia e de responsabilidade do cargo, tipo de trabalho (em grupo ou individual), possibilidades de progressão na carreira, hipóteses de frequentar acções de formação, serviços sociais e actividades desportivas ou culturais existentes, remuneração, horário e local de trabalho.

Uma vez ultrapassada esta fase, aguarda que te contactem ou toma a iniciativa e telefona para a organização. Se esta estiver interessada nos teus serviços e os teus interesses se identificarem com a proposta não hesites e aceita. Caso contrário, não desanimes, avalia o processo desde o início, tentando identificar os pontos fortes e os pontos fracos, de modo a melhorares o teu desempenho numa futura oportunidade e a conseguires, então, o que pretendes.

Texto adaptado de: Como Procurar Emprego - Guia Prático, Instituto do Emprego e Formação Profissional, Ministério do Emprego e da Segurança Social, Outubro, 1994

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