CD (COMPACT DISC)
O conceito de disco compacto foi criado pela Sony e pela Philips e, no essencial, não difere do videodisco Laservision (ou Laser Disc), se exceptuarmos o facto de o seu diâmetro ser mais pequeno: 8 ou 12 cm. A maior parte das características do Laservision são as do disco compacto, a saber: leitura por reflexão de raio laser sobre uma pista de micro orifícios, cuja escrita é virtualmente impossível de ser apagada pelo utilizador e com uma rotação de velocidade linear constante. Todavia, a diferença fundamental reside no facto de o CD só admitir registos de informação digitalizada.
Este suporte de informação codificada sob a forma digital tem 12 cm de diâmetro, 1,2 mm de espessura. Espera-se no decorrer de 1996 a comercialização de um novo CD concebido com recurso a outros materiais e com uma superior capacidade de armazenamento, chamado DVD.
A aceitação universal do disco compacto inverteu a tendência da indústria discográfica e, em dez anos, os discos de vinil foram remetidos para a classe de objectos raros, apenas valorizados em algumas colecções particulares. Este sucesso comercial registou-se apenas no sector da música. Dado que, entretanto, surgiram modalidades diversas de CD's, creio ser necessário sistematizar a sua identificação, a fim de se desenhar um panorama completo dos sistemas de arquivo da multimédia off-line com suporte físico em disco óptico.
Excerto extraído da obra Multimedia de A a Z, de Carlos Correia, Ed. Notícias, Lisboa, 1997