CD-AUDIO
Na expressão feliz da autoria de Mike Hawley, investigador do Media Lab no M.I.T., o CD-Audio pode ser apelidado de «Audiofax».
A sua configuração física traduz-se num disco de 12 cm de diâmetro, contendo informações sonoras codificadas sob a forma digital. O norma foi definida em 1982 pela Philips e pela Sony numa publicação que ficou conhecida pela designação de Red Book.
A duração máxima de som que um CD-Audio pode conter é de 74 minutos com qualidade Hi Fi. O sinal acústico é medido 44.100 vezes por segundo com uma quantificação escalonada por 16 bits o que gera a frequência de 44,1 kHz. Esta forma de processamento adoptou a designação de PCM.
O leitor de CD-Audio lê a informação à velocidade de 75 sectores/s. Dado que cada sector contém 3234 octetos, dos quais 2352 podem conter informação sonora, a velocidade de transferência de dados num CD-Audio é de 172 Kilobytes/s. Tantos os leitores de CD-i, como de CD-ROM lêem os dados contidos no CD-Audio.
Se já se conseguiu impor no domínio da alta fidelidade, o disco compacto tem uma das suas maiores vantagens no facto de ter conseguido definir a estandartização mundial da forma de gravação da pista, criada pela Philips e pela Sony. Tal facto possibilita que um disco, seja qual for a marca, possa ser lido num aparelho de um qualquer outro fabricante. Este critério de maturidade não se encontra em nenhum outro tipo de memória óptica.
Excerto extraído da obra Multimedia de A a Z, de Carlos Correia, Ed. Notícias, Lisboa, 1997