CD-MO (Compact disc magnetic optical)
O disco compacto magneto-óptico é um suporte de armazenagem que se pode apagar e regravar. Não é compatível com os outros formatos de discos compactos. Cada sector do CD-MO contém 512 octetos, ao passo que o CD-ROM contém 2048.
Legível por unidades de leitura específicas, o disco magneto-óptico permite gravar e desgravar muitas vezes. A informação é gravada recorrendo a um laser poderoso que modifica a polaridade da superfície do disco, composta por uma capa de térbio, ferrite e cobalto. No momento da leitura, a superfície registada é percorrida por um raio laser de potência inferior que detecta as modificações na polaridade, sem as poder alterar.
O CD-MO contém duas áreas de informação: a rewritable area e a premastered area. Esta contém informações de sistema, a primeira pode ser alterada pelo utilizador.
Muito embora seja um suporte prático para armazenar uma grande quantidade de dados informáticos, o disco magneto-óptico sofre, pelo facto de ser regravável, de uma menor fiabilidade que as outras memórias ópticas. Além disso trata-se de um suporte bastante lento, não estandartizado e caro. De momento o CD-MO ainda se confronta com alguns problemas tecnológicos e comerciais.
Excerto extraído da obra Multimedia de A a Z, de Carlos Correia, Ed. Notícias, Lisboa, 1997