DATALAND

O M.I.T., desenvolveu um protótipo a que chamou Dataland e que essencialmente consistia num sistema de gestão de dados no espaço. O protótipo, instalado numa sala, compunha-se de um écran a cores que ocupava toda uma parede, além de dois écrans suplementares de controlo e de um sofá especialmente equipado para o utilizador poder usufruir de uma audição octofónica. O utente tinha a ilusão de poder «sobrevoar» os dados que povoavam o grande écran de modo a consultar livros electrónicos, dossiers e mapas, todo um conjunto de imagens ilustrando as funções às quais dava acesso. A modalidade de operação com a agenda estava representada por detrás da imagem de uma agenda e, se o utente desejasse telefonar, bastava-lhe alcançar a imagem do telefone para ter acesso à sua lista telefónica e à comunicação em tempo real.

Assim nasceu o sistema de representação gráfica de funções e a correlativa iconografia que ora povoa a maioria das interfaces gráficas. Ainda hoje imagens minúsculas representam nas barras superiores de comando de alguns programas a calculadora electrónica, o dossier, a tesoura, o telefone, enfim, o conjunto heteróclito de objectos que costumam ocupar o espaço útil de trabalho num escritório moderno e que estão presentes tanto no Mac, como no PC.

Excerto extraído da obra Multimedia on / off-line, de Carlos Correia, Ed. Notícias, Lisboa, 1997.