DISCOS ÓPTICOS - HISTÓRIA BREVE
Os suportes de armazenagem óptica já existem há 30 anos. O primeiro disco óptico a aparecer no mercado foi o Laservision, que não conheceu grande sucesso comercial. Apresentam vantagens quando comparados com os suportes magnéticos, como por exemplo, as cassetes vídeo VHS, no domínio do audiovisual, ou os discos rígidos da informática. Existem algumas desvantagens que merecem ponderação: alguns dos modelos ópticos conhecem dificuldades para se imporem no mercado, existe uma falta flagrante de estandartização e a maioria dos suportes de armazenagem óptica não admitem gravações múltiplas, excepção feita aos discos magnético-ópticos, aos CD-ROM multi-sessão e aos Foto-CD.
Contudo, o futuro imediato parece abrir perspectivas mais optimistas a este suporte físico: o disco óptico é o sucessor do disco de vinil que rodou a 33 ou 45 rotações por minuto e que jamais poderia armazenar a quantidade de informação que é necessária à multimédia. As investigações no campo das tecnologias orientaram-se no sentido de desenvolver um novo suporte físico capaz de armazenar massas consideráveis de informação, o DVD, que pudesse ser lido e regravado no modo óptico por um raio laser, na maioria dos casos armazenadas no modo WORM.
O recurso ao disco óptico e ao raio laser justifica-se se considerar que uma imagem vídeo compõe-se de 625 linhas com 380 pontos cada, ou seja, um total de 237500 pixels, número que é preciso multiplicar por 4 se atender à necessidade de considerar a luminância e a crominância. Daí que uma imagem colorida ocupe um total de 950000 informações elementares (ou bits). À razão de 25 imagens por segundo, uma hora de imagem representa algo como 85 mil milhões de informações elementares ou, na notação informática em octetos de 8 bits mais de dez mil milhões de octetos, o que equivale à capacidade de uma centena dos discos rígidos que hoje em dia estão integrados nos computadores. Para resolver problemas desta dimensão foi necessário encontrar novos algoritmos capazes de comprimir o essencial da informação com perdas irrelevantes ao nível da sua restituição, bem como um suporte físico capaz de concentrar um máximo de bits num mínimo de espaço.
Se a leitura através do laser permite a descodificação das informações através da variabilidade da reflexão da luz, este sistema apresenta modalidades diversas de operação que são função dos campos específicos de aplicações. Há, porém, um denominador comum: todos os discos possuem o aspecto exterior de uma superfície plana metalizada.
Após a impressão matricial, escrita invertida de um disco, durante a qual as superfícies lisas são perfuradas a fabricação do disco passa por uma operação de prensagem feita com materiais plásticos, em geral compostos por policarbonato e de uma camada reflectora de alumínio. Seguidamente, a superfície do disco é recoberta por uma camada de protecção de verniz, o que assegura a longevidade das informações que não podem entrar em contacto físico com nenhum elemento.
Texto Excerto extraído da obra Multimedia on / off-line, de Carlos Correia, Ed. Notícias, Lisboa, 1997.