FIBRA ÓPTICA

Meio de transporte de dados (sons, textos e imagens) que é considerado fiável e susceptível de constituir o betume das tão faladas auto-estradas da comunicação. A fibra óptica é feita de silício, ou de material plástico e os sinais captados numa extremidade chegam à extremidade oposta sem distorção, qualquer que seja a distância. O consenso estabelecido entre os técnicos afirma que a capacidade de débito da fibra óptica se situa próxima dos mil mlihões de unidades de informação por segundo. o que significa que uma fibra do tamanho de um cabelo pode emitir em menos de um segundo todos os números do jornal de Wall Street, desde a sua criação e, simultaneamente, um milhão de estações de televisão. A fibra óptica é duzentas vezes mais poderosa que o fio de cobre e é mais barata que aquele, mesmo contabilizando o custo da electrónica que é necessário instalar em cada uma das suas extremidades. Também tem vantagens sobre o ATM e o cabo coaxial. Porém, quando a electricidade falha numa dada região as comunicações por fibra óptica também são interrompidas, facto que não acontece às comunicações que se fazem através do tradicional fio de cobre do telefone. Em 1978 a fibra óptica foi considerada como substituto viável do fio de cobre. Todavia, a relativa pureza do vidro utilizado apresentava dois óbices: existiam duas espécies de interferências conhecidas pela designação de dispersão cromática e modal, que reduziam de forma significativa a distância a que os sinais podiam ser retransmitidos, sem se recorrer à utilização de repetidores. Este problema foi entretanto ultrapassado pelos cientistas da empresa Corning Glass, que descobriram um novo tipo de fibra óptica com a qual eliminaram a dispersão modal. Além disso, os cientistas de Corning descobriram ainda que a dispersão cromática podia ser reduzida a zero através da utilização do comprimento de onda de raios infravermelhos, gerados pelo laser. Ambas descobertas potenciaram de forma considerável a capacidade de transmissão de dados da fibra óptica que desconhece barreiras, ou limites à sua expansão, excepto as que decorrem dos custos económicos relativamente importantes que a sua instalação no terreno ainda comporta.

Excerto extraído da obra Multimedia de A a Z, de Carlos Correia, Ed. Notícias, Lisboa, 1997.