LASERVISION
O Laservision é um videodisco concebido pela Philips, memória óptica que armazena informações em formato analógico para a imagem e em formato digital no que ao som diz respeito. Os dados são inscritos no disco sob a forma de micro orifícios cujo comprimento difere em função da amplitude do sinal de origem. Destinados especificamente a armazenar imagens fixas, ou animadas, acompanhadas por banda sonora em estereofonia, os videodiscos (cujo diâmetro normalizado é de 30 cm), são passíveis de serem escritos nas duas faces e compõem-se de uma pista enrolada em 55.000 espiras.
Até ao presente, os videodiscos não encontraram grande sucesso no mercado. Os modelos destinados ao grande público - principalmente Laservision - conheceram um relativo insucesso comercial pelo facto de não serem reutilizáveis (é impossível desgravar e voltar a gravar), e também porque as grandes casas de edição manifestaram pouco entusiasmo na edição de filmes, mau grado a superior qualidade deste tipo de suporte em relação ao videogravador. O sucesso planetário dos CD's e dos seus sucedâneos CD-ROM e CD-I colocaram o Laservision numa posição subalterna, dado ser um híbrido analógico-digital.
Excerto extraído da obra «Multimedia de A a Z», de Carlos Correia, Ed. Notícias, Lisboa, 1997.