O anúncio oficial desta nova norma teve lugar na 4ª Conferência Mundial sobre CD-I, realizada em Londres em 1993.
O CD-Vídeo foi estandartizado num acordo consignado no White Book, norma aceite pela Philips, Sony, Matsushita e J.V.C. Está particularmente vocacionado para a digitalização de filmes e vídeo-clips em formato CD, respeitando as normas MPEG 1.
De cada vez que nasce um novo suporte verifica-se a reciclagem da informação contida em suportes antigos, de molde a adaptar e reutilizar tudo o que puder voltar a gerar lucros. Arquivos antigos de vídeo, de cinema, de literatura, de música são de novo analisados para se decidir se irão conhecer uma vida nova no suporte digital.
A filmoteca e videoteca de CD-Video actualmente disponíveis no mercado mundial são, na maioria dos casos, produtos que foram literalmente reciclados passando do analógico ao digital, sem qualquer valor acrescentado ao original, exceptuando algum texto com informações adicionais sobre o tema abordado. No caso dos filmes em CD-Video, a decupagem em capítulos é a única novidade que o sistema admite. Entretanto o anúncio da comercialização planetária do DVD poderá singificar a descontinuação do CD-Video
Excerto extraído da obra Multimedia de A a Z, de Carlos Correia, Ed. Notícias, Lisboa, 1997