Video digital

Para se poder processar o vídeo recolhido em formato analógico deve o computador estar equipado com uma placa de compressão/descompressão de vídeo digital. Para obedecer à norma multimédia esta unidade deve ser conforme às estandartizações consignadas por , MPEGDVI e A.V.I que são variações do conceito de compressão de imagem digital e, cada uma delas, intenta impor-se como norma mundial, sem todavia conseguirem cabalmente os seus objectivos.

Para capturar uma fonte de vídeo exterior estas placas necessitam de estar equipadas com entradas de vídeo para o processamento e compressão, mas se o utilizador estiver apenas interessado em fruir do vídeo digital, nesse caso, necessita de equipar a máquina com uma placa que faça somente a descompressão de vídeo, segundo uma das normas actualmente em vigor. Foi o caso, por exemplo, do leitor de Cd-i que teve como opção a aquisição de um cartuxo que contém uma placa de descompressão de vídeo digital no formato MPEG.

Em Maio de 1991, os engenheiros da Video Cipher, laboratório de investigação situado em San Diego e pertencente à multinacional Texas Instruments, realizaram pela primeira vez uma experiência que tanto europeus como japoneses consideravam irrealizável: a transmissão de uma emissão de televisão digital. A base dessa primeira experiência consistiu em tratar o sinal de televisão do mesmo modo como se tratam os sinais dos discos compactos, ou seja o código binário 0 e 1. A transmissão realizada nos 6 Mhz de largura de banda, comum à televisão tradicional, foi realizada com recurso à compressão de dados, que aliás também é comum na prática de vídeo digital segundo as normas em vigor (MPEG 1, DVI, AVI, etc). Essa compressão permitiu eliminar o máximo das informações redundantes que parasitam o sinal analógico e foi assim possível realizar a primeira emissão de televisão digital.

Excerto extraído da obra Multimedia on / off-line, de Carlos Correia, Ed. Notícias, Lisboa, 1997.